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Capodimonte

Nápoles, Itália — porcelana real desde 1743

Capodimonte nasceu em 1743, no palácio de mesmo nome, por vontade de Carlos de Bourbon, rei de Nápoles. Casado com a neta do fundador de Meissen, o rei queria porcelana à altura da saxã — e obteve uma pasta tenra, de brancura leitosa, que os modeladores napolitanos levaram ao virtuosismo.

Sobre:

Carlos de Bourbon fundou a manufatura em 1743, no palácio de Capodimonte. Sua mulher, Maria Amalia da Saxônia, era neta de Augusto, o Forte, fundador de Meissen — parentesco que explica a ambição do projeto. A pasta era tenra, sem caulim, de brancura leitosa e translucidez particular.

O modelador Giuseppe Gricci definiu o caráter da casa com figuras da commedia dell'arte e cenas populares napolitanas. Sua obra máxima é o gabinete de porcelana de Maria Amalia, com paredes inteiramente revestidas de placas em relevo, hoje remontado no Museu de Capodimonte.

Em 1759 Carlos tornou-se rei da Espanha e levou consigo a fábrica inteira, operários incluídos, refundando-a como Real Fábrica del Buen Retiro, em Madri. Nápoles voltaria a produzir em 1771, com a Real Fabbrica Ferdinandea, de onde vem o N encimado por coroa.

Peças de Capodimonte integram acervos do Museu de Capodimonte, em Nápoles, do Victoria and Albert Museum, do Metropolitan Museum of Art e do Museu Nacional de Artes Decorativas de Madri.

Carrossel
The Mouse Catchers, c. 1745–1750, porcelana de pasta mole. Giuseppe Gricci, Manufatura de Capodimonte. The Met.
Carrossel
Mater Dolorosa, c. 1744, porcelana de pasta mole. Giuseppe Gricci, Manufatura de Capodimonte. The Met.
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