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Marília Kranz

1937 (Rio de Janeiro, Brasil) – 2017 (Rio de Janeiro, Brasil)

Marília Kranz fez do Rio de Janeiro matéria de pintura. Paisagens geometrizadas e figuras solenes, entre a abstração e o erotismo, num percurso que passou pelo relevo abstrato e pela termoformagem antes de voltar à tela. Assinava também como Madame K.

Sobre:

Nascida no Rio em 1937, desenhava desde criança e aos dezessete anos iniciou estudos formais de pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1956 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, onde estudou três anos, e depois frequentou os ateliês de Catarina Baratelli, em pintura, e de Eduardo Sued, em gravura.

Até meados dos anos 1960 concentrou-se no desenho. Em seguida passou a produzir relevos abstratos em gesso, papelão e madeira, reunidos em sua primeira individual, em 1968, na Galeria Oca, no Rio. Inovou ao realizar quadros-objeto pela técnica de termoformagem a vácuo, então pouco difundida no Brasil.

A partir de 1974 retomou a pintura, trazendo para o centro da tela as paisagens cariocas que preferia. Mulher de forte atuação política, participou da fundação do Partido Verde e foi voz combativa na defesa da liberdade sexual, posição que a crítica costuma ler junto à sua obra.

Obras da artista integram coleções públicas e particulares no Rio de Janeiro e são representadas por galerias no Rio e em São Paulo.

Carrossel
Vista da exposição Marilia Kranz: relevos e pinturas, com obras da artista pertencentes às fases construtiva e figurativa de sua produção. Galatea, São Paulo, 2023. Foto: Galatea.
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Obras de Marília Kranz apresentadas na exposição Marilia Kranz: relevos e pinturas, com destaque para as composições de paisagem. Galatea, São Paulo, 2023. Foto: Galatea.
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