Sobre:
Começou a pintar nos anos 1940 e participou, entre 1946 e 1947, do Movimento de Renovação das Artes Plásticas na Bahia, ao lado de Mário Cravo Júnior e Carlos Bastos. A produção inicial era figurativa: naturezas-mortas, paisagens urbanas, flores.
Formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia em 1953 e passou a escrever sobre arte. Foi também a partir de 1953 que começou a incorporar às telas os símbolos geométricos das religiões de matriz africana, presença que se tornaria constante a partir de 1955.
Embora tratado como construtivista, recusava filiação a qualquer movimento europeu — ao concretismo em particular. Insistia no caráter nacional da própria obra: a geometria vinha do repertório simbólico do candomblé e da umbanda, não da abstração importada.
Em 1962 recebeu o Prêmio de Viagem ao Exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e a Pequena Medalha de Ouro no Salão Paulista, o que o levou à Europa. Passou dos quadros aos objetos e relevos emblemáticos, muitos deles em madeira pintada.
Obras do artista integram acervos do Museu de Arte de São Paulo, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Museu Afro Brasil.