Sobre:
A manufatura começou em Vincennes, em 1740, e mudou-se para Sèvres em 1756, perto do castelo de Madame de Pompadour. Em 1759 Luís XV comprou o empreendimento e a produção passou a ser monopólio da Coroa, com proibição a outras fábricas francesas de imitar seus modelos.
Até 1770 Sèvres trabalhou a porcelana tenra, de aspecto leitoso, ideal para os fundos coloridos que a celebrizaram: o bleu céleste, o bleu de roi, o verde e o rosa Pompadour. Com a descoberta do caulim em Limoges, passou a produzir também porcelana dura, e desenvolveu o biscuit, usado em esculturas de mesa.
Sobreviveu à Revolução como manufatura nacional e permanece estatal, hoje vinculada ao Ministério da Cultura. As marcas pintadas no verso — letras-data e assinaturas de pintores e douradores — permitem datar as peças ano a ano.
Peças de Sèvres integram acervos do Musée national de céramique, do Louvre, da Wallace Collection e do Metropolitan Museum of Art.