Sobre:
Filho de um fabricante de faiança e vidro, Gallé estudou botânica, filosofia e desenho antes de assumir o negócio da família em Nancy. Essa formação dupla explica sua obra: cada orquídea, libélula ou folha de outono aplicada ao vidro nasce de observação científica, não de ornamento decorativo.
Na Exposição Universal de Paris de 1889 consagrou-se internacionalmente com vidros em camadas sobrepostas, trabalhados a ácido e a roda — a técnica conhecida como cameo. Em 1901 fundou a Escola de Nancy, ao lado de Daum e Majorelle, que fez da cidade o centro da Art Nouveau francesa.
Gallé assinava cada peça e defendia que o objeto útil podia ser obra de arte. Após sua morte, em 1904, o ateliê seguiu produzindo até 1936, com peças marcadas por uma estrela junto à assinatura.
Obras do artista integram acervos Musée d'Orsay, do Musée de l'École de Nancy, do Victoria and Albert Museum e do Metropolitan Museum of Art.