Sobre:
Nascido em Prados, perto de São João del-Rei, Antônio Julião pertence a uma linhagem: nos anos 1960 a Família Julião iniciou na cidade um núcleo de escultores em madeira que se tornou tradição local. Firmou-se como seu maior expoente após a morte do irmão, Itamar Julião.
Trabalha o tronco de cedro inteiro, sem emendas. As peças de grande porte — colunas, totens, bancos — exigem trinta, quarenta e cinco, noventa dias, às vezes seis meses de entalhe. A escala e o tempo fazem parte do resultado.
Começou pela fauna e pela flora e passou depois às cenas narrativas da vida rural. Boa parte do trabalho carrega crítica social e ambiental explícita: a senzala de um lado; do outro, a visão utópica do homem em harmonia com a natureza.
Reconhecido sobretudo entre colecionadores europeus, é um dos artistas populares mais valorizados em atividade.