Sobre:
Em 1920 muda-se para o Rio de Janeiro. No início produz sobretudo aquarelas, que representam um universo onírico e inquietante, com evocações do inconsciente e presença frequente do erotismo, em desenho delicado e gama cromática rica.
Em 1937 é preso no Recife na decretação do Estado Novo, por simpatia ao Partido Comunista. Perseguido pelo regime e incentivado por Di Cavalcanti, viaja para Paris, onde convive com Braque, Léger e Matisse e torna-se amigo de Picasso.
Retorna à França em 1945 e integra o grupo abstrato Espace, da Escola de Paris, até 1950. Depois predominam os quadros abstratos, com formas fechadas, retangulares ou circulares, e atenção à luz e às cores claras, numa paleta evocativa da natureza nordestina.
Volta com força à figuração nos anos 1960. Permanecem o clima de sonho e os elementos recorrentes: mulheres, casarios, folhagens e a presença constante do mar, em tons de rosa e azul.
Instituições que possuem obras do artista:
Museu Nacional Centro de Arte; Reina Sofia, Madrid; Centro Georges Pompidou, Paris; Museu de Belas Artes, Boston; Museu de Arte Latinoamericana de Buenos Aires (MALBA); Pinacoteca do Estado de São Paulo