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Serigrafia em preto e branco com padrão geométrico de linhas paralelas e ângulos retos, obra assinada por Judith Lauand Serigrafia em preto e branco com padrão geométrico de linhas paralelas e ângulos retos, obra assinada por Judith Lauand
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Judith Lauand

1922 (Pontal, São Paulo, Brasil) – 2022 (São Paulo, Brasil)

Judith Lauand foi a única mulher do Grupo Ruptura e é chamada de dama do concretismo brasileiro. Atravessou sete décadas investigando a linha, o ponto e a grade — e teve a obra relida e reconhecida internacionalmente já em idade avançada.

Sobre:

Nascida em Pontal, no interior paulista, em 1922, formou-se na Escola de Belas Artes de Araraquara e mudou-se para São Paulo em 1953. Dois anos depois integrou-se ao Grupo Ruptura, núcleo do concretismo paulista, do qual foi a única participante mulher — condição que marcou tanto sua trajetória quanto sua recepção crítica.

Sua pesquisa concreta parte de elementos mínimos: o ponto, a linha, a grade, o círculo. As composições exploram progressões, simetrias e deslocamentos sutis, muitas vezes em preto e branco ou paleta restrita. A partir dos anos 1960 abriu-se para a colagem, o objeto e uma figuração de tom pop, sem abandonar o rigor construtivo.

Trabalhou até os últimos anos de vida e morreu em São Paulo, em 2022, aos cem anos. A revisão crítica de sua obra ganhou força na última década, com exposições que a recolocaram entre os nomes centrais do construtivismo brasileiro.

Obras da artista integram acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Museu de Arte de São Paulo e do Museum of Modern Art, em Nova York.

Carrossel
Vista da exposição Judith Lauand: desvio concreto, no MASP. Foto: Isabella Matheus. Fonte: MASP.
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Vista da exposição Judith Lauand: desvio concreto no MASP Foto: Isabella Matheus. Fonte: MASP.
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