Sobre:
Maurício Nogueira Lima foi o mais jovem integrante do Grupo Ruptura, que reuniu em São Paulo os artistas abstratos geométricos no início dos anos 1950. Ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros e Luiz Sacilotto, expôs pinturas geométricas na III, IV e VI Bienal de São Paulo, e foi convidado por Max Bill para a mostra Konkrete Kunst, em Zurique, 1960.
Como outros do Ruptura, voltou-se à figuração após o golpe de 1964, apropriando-se de imagens da comunicação de massa: ídolos do cinema, do futebol e da música pop, com sinais gráficos e onomatopeias que denunciavam de modo velado a violência do regime. Em 1967 colaborou na organização da mostra “Nova Objetividade Brasileira”, no MAM/RJ.
Em 1973 retomou a abstração geométrica com maior liberdade formal, interessado em texturas e no comportamento da tinta acrílica. Realizou intervenções urbanas em São Paulo e, nos anos 1990, intervenções cromáticas com projeção noturna nos Arcos da Lapa e no Pacaembu.
Texto por Regina Teixeira de Barros.
Instituições que possuem obras do artista:
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/SP)
Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP)