Sobre:
Quando a porcelana chinesa começou a escassear no mercado europeu, no século XVII, os oleiros de Delft ocuparam o espaço. Sem acesso ao caulim, cobriam a cerâmica comum com um esmalte opaco de óxido de estanho, que dava a superfície branca necessária para receber a pintura em azul cobalto.
A cidade chegou a abrigar mais de trinta olarias, instaladas em antigas cervejarias desativadas, cada uma com seu nome e sua marca. Além dos pratos e potes, produziram azulejos que revestiram interiores em toda a Europa, incluindo Portugal e Brasil.
A partir do século XIX, o gosto por Delft foi revivido e a produção retomada. De Porceleyne Fles, fundada em 1653, opera até hoje sob o nome Royal Delft — a única das manufaturas originais que atravessou quatro séculos sem interrupção.
Peças de Delft integram acervos do Rijksmuseum, do Museu Prinsenhof, do Victoria and Albert Museum e do Metropolitan Museum of Art.