Sobre:
A fábrica nasceu como vidraria comum, em 1764, por autorização de Luís XV ao bispo de Metz. Só em 1816, sob nova direção, passou a produzir cristal — vidro com alto teor de óxido de chumbo, mais denso, mais sonoro e capaz de refratar a luz com brilho impossível ao vidro comum.
A consagração veio nas exposições universais do século XIX e nas encomendas reais: Luís XVIII, Carlos X, o czar Nicolau II, o sultão do Marrocos, marajás indianos. O serviço Harcourt, criado em 1841, segue em produção, e a casa assinou lustres monumentais como os do Palácio Dolmabahçe, em Istambul.
Cada peça recebe a marca da manufatura desde 1936, quando o selo circular foi adotado; antes disso, a identificação depende de etiquetas em papel e do repertório de modelos. A casa mantém museu e ateliês na cidade de Baccarat, na Lorena.
Peças da manufatura integram acervos do Musée Baccarat, do Musée des Arts Décoratifs, do Victoria and Albert Museum e do Metropolitan Museum of Art.