Nasceu em Hiroshima em 1947, dois anos depois da bomba, filha de pai japonês e mãe brasileira de ascendência nipônica. Viveu no Japão até os nove anos e veio com a família para São Paulo em 1957.
Formou-se em desenho industrial pela Faap em 1972 e trabalhou uma década com design gráfico. Só em 1978 começou na cerâmica e, no ano seguinte, adotou a alta temperatura — 1300 graus — que se tornaria sua marca. Trabalha no torno e na modelagem manual.
Sua obra articula a técnica da cerâmica japonesa com a linguagem plástica ocidental: parte dos procedimentos tradicionais para testar os limites do material. A inspiração vem da geometria e da flora brasileira, em peças escultóricas e utilitárias de forma depurada.
No fim dos anos 1990 passou a expor também no Japão. Apresentou 81 peças no Museu Oscar Niemeyer e teve retrospectiva no Centro Cultural Correios, no Rio, em 2014.
Referência internacional na escultura em cerâmica, é representada pela Galeria Ricardo Von Brusky e mantém ateliê próprio em São Paulo.