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Escultura de cerâmica assinada por Kimi Nii em formato orgânico arredondado com acabamento em tons terrosos e textura rústica Escultura de cerâmica assinada por Kimi Nii em formato orgânico arredondado com acabamento em tons terrosos e textura rústica
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Kimi Nii

1947 (Hiroshima, Japão)

Kimi Nii queima cerâmica a 1300 graus. Nessa temperatura a argila vitrifica e não há margem para correção: o que sai do forno é o que ficou. Sobre esse rigor técnico ela constrói formas simples, tiradas da geometria e da flora brasileira.

Nasceu em Hiroshima em 1947, dois anos depois da bomba, filha de pai japonês e mãe brasileira de ascendência nipônica. Viveu no Japão até os nove anos e veio com a família para São Paulo em 1957.

Formou-se em desenho industrial pela Faap em 1972 e trabalhou uma década com design gráfico. Só em 1978 começou na cerâmica e, no ano seguinte, adotou a alta temperatura — 1300 graus — que se tornaria sua marca. Trabalha no torno e na modelagem manual.

Sua obra articula a técnica da cerâmica japonesa com a linguagem plástica ocidental: parte dos procedimentos tradicionais para testar os limites do material. A inspiração vem da geometria e da flora brasileira, em peças escultóricas e utilitárias de forma depurada.

No fim dos anos 1990 passou a expor também no Japão. Apresentou 81 peças no Museu Oscar Niemeyer e teve retrospectiva no Centro Cultural Correios, no Rio, em 2014.

Referência internacional na escultura em cerâmica, é representada pela Galeria Ricardo Von Brusky e mantém ateliê próprio em São Paulo.

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Kimi Nii, Brotos e semente. Cerâmica. Exposição Tocar a Terra – Cerâmica contemporânea nipo-brasileira, Instituto Tomie Ohtake, 2024.
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Kimi Nii, Capim, Ananás e Magnólia, 2014–2016. Cerâmica, argila Creme Pascoal, queima a gás a 1.280 °C. Instituto Tomie Ohtake.
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